Quinta-feira, Abril 13, 2006
Indústria da moda não afeta costura informal
Costureiras mostram que profissão, nos moldes antigos, sofre transformações e concorrência, mas não irá desaparecer
Tecido, linha, agulha, tesoura, máquina. Esse é o dia-a-dia de uma costureira, profissão que existe há muito tempo. De acordo com o Sinconfemar (Sindicado dos Oficiais Alfaiates, Costureiras e Trabalhadores nas Indústrias de Roupas de Maringá), atualmente existem 5.000 costureiras em Maringá, dentre elas, faccionistas e informais. Com o avanço técnico, diversas facções foram surgindo, mas a figura da costureira tradicional, do tempo da vovó, que faz roupas por encomendas, tira as medidas, escolhe e compra o tecido, não deixou de existir.
Muitas pessoas ainda preferem fazer roupas com costureiras que trabalham nos moldes de antigamente, principalmente pela vantagem de adquirir um modelo exclusivo, diferente dos produzidos em grande escala, como os que são encontrados nas lojas e na indústria da moda. A costureira deve estar sempre se aperfeiçoando, fazendo cursos e se adequando ao que está na moda. Hoje, é necessário saber trabalhar em, no mínimo, duas ou três máquinas diferentes, para se conseguir clientes e encomendas. O que antes era feito à mão, atualmente utiliza diversos tipos de maquinários e acessórios para a costura.
De acordo com a costureira Maria Aparecida de Souza, 51, que trabalha na profissão há 30 anos, a costureira deve ter muita dedicação e habilidade para enfrentar a concorrência das lojas e não perder clientes. “Tem de ter capricho, muita vontade, gostar do que faz, porque há vezes em que você pega serviços complicados e se não tiver paciência, capricho, delicadeza e dedicação, não se consegue uma roupa bem feita.”
Maria Aparecida da Silva Ferreira, 49, começou a se interessar pela costura ainda adolescente, com 15 anos, e é um exemplo da costureira tradicional, que pega roupas por encomenda, auxilia na escolha do tecido, tira as medidas dos clientes, faz todo aquele processo de produção. Segundo ela, conseguiu tudo o que tem por meio da costura. “Já fiz muita roupa. Foi com a costura que eu consegui ter a minha casa, meu carro, telefone e pude ajudar meu marido.”
O crescimento do número de facções e a concorrência das lojas de roupas são problemas a mais para essas costureiras se preocuparem. Segundo elas, há sempre procura pelos serviços das costureiras informais, mas houve redução comparado ao que acontecia antigamente. As pessoas procuram serviços diferenciados, roupas exclusivas que, muitas vezes, não são encontradas nas lojas. Nessa hora é que os clientes procuram essas costureiras, que devem estar sempre “antenadas” ao que é moda nas passarelas, para derrubarem a concorrência.
De acordo com Maria Aparecida de Souza, com relação aos custos, se há mais vantagens em se fazer roupas em costureiras, é difícil de afirmar. Quando se pretende fazer um vestido de festa, fica mais barato do que comprar pronto, pois é uma única peça. Ou seja, o modelo exclusivo nas lojas encarece o produto. Já as roupas do dia-a-dia, cuja produção é feita em série, modelos todos iguais, torna-o mais barato.
Segundo as duas costureiras, a figura dessa profissional nos moldes antigos não tende a desaparecer. “Sempre haverá alguém em busca de um produto diferenciado e que queira o trabalho da gente”, disse Maria Aparecida de Souza.
Tecido, linha, agulha, tesoura, máquina. Esse é o dia-a-dia de uma costureira, profissão que existe há muito tempo. De acordo com o Sinconfemar (Sindicado dos Oficiais Alfaiates, Costureiras e Trabalhadores nas Indústrias de Roupas de Maringá), atualmente existem 5.000 costureiras em Maringá, dentre elas, faccionistas e informais. Com o avanço técnico, diversas facções foram surgindo, mas a figura da costureira tradicional, do tempo da vovó, que faz roupas por encomendas, tira as medidas, escolhe e compra o tecido, não deixou de existir.
Muitas pessoas ainda preferem fazer roupas com costureiras que trabalham nos moldes de antigamente, principalmente pela vantagem de adquirir um modelo exclusivo, diferente dos produzidos em grande escala, como os que são encontrados nas lojas e na indústria da moda. A costureira deve estar sempre se aperfeiçoando, fazendo cursos e se adequando ao que está na moda. Hoje, é necessário saber trabalhar em, no mínimo, duas ou três máquinas diferentes, para se conseguir clientes e encomendas. O que antes era feito à mão, atualmente utiliza diversos tipos de maquinários e acessórios para a costura.
De acordo com a costureira Maria Aparecida de Souza, 51, que trabalha na profissão há 30 anos, a costureira deve ter muita dedicação e habilidade para enfrentar a concorrência das lojas e não perder clientes. “Tem de ter capricho, muita vontade, gostar do que faz, porque há vezes em que você pega serviços complicados e se não tiver paciência, capricho, delicadeza e dedicação, não se consegue uma roupa bem feita.”
Maria Aparecida da Silva Ferreira, 49, começou a se interessar pela costura ainda adolescente, com 15 anos, e é um exemplo da costureira tradicional, que pega roupas por encomenda, auxilia na escolha do tecido, tira as medidas dos clientes, faz todo aquele processo de produção. Segundo ela, conseguiu tudo o que tem por meio da costura. “Já fiz muita roupa. Foi com a costura que eu consegui ter a minha casa, meu carro, telefone e pude ajudar meu marido.”
O crescimento do número de facções e a concorrência das lojas de roupas são problemas a mais para essas costureiras se preocuparem. Segundo elas, há sempre procura pelos serviços das costureiras informais, mas houve redução comparado ao que acontecia antigamente. As pessoas procuram serviços diferenciados, roupas exclusivas que, muitas vezes, não são encontradas nas lojas. Nessa hora é que os clientes procuram essas costureiras, que devem estar sempre “antenadas” ao que é moda nas passarelas, para derrubarem a concorrência.
De acordo com Maria Aparecida de Souza, com relação aos custos, se há mais vantagens em se fazer roupas em costureiras, é difícil de afirmar. Quando se pretende fazer um vestido de festa, fica mais barato do que comprar pronto, pois é uma única peça. Ou seja, o modelo exclusivo nas lojas encarece o produto. Já as roupas do dia-a-dia, cuja produção é feita em série, modelos todos iguais, torna-o mais barato.
Segundo as duas costureiras, a figura dessa profissional nos moldes antigos não tende a desaparecer. “Sempre haverá alguém em busca de um produto diferenciado e que queira o trabalho da gente”, disse Maria Aparecida de Souza.