Segunda-feira, Março 20, 2006
Policiais...
Um PM agrediu uma criança à luz do dia, em uma sexta-feira movimentada, no centro de São Paulo.
A notícia saiu na Folha de São Paulo do dia 18/03/2006 com o subtítulo “abuso de poder”.O menino, em situação de rua, foi derrubado pelo PM no chão e teve sua cabeça forçada no asfalto por repetidas vezes. O policial justificou o ato da seguinte forma: "Não vou admitir, sou pai de família, ele me xingou de tudo quanto é nome". Ele ainda ameaçou dar voz de prisão para pessoas que tentaram interceder pela criança.
Tendo sido insultado ou não, o policial mostra com essa atitude que o diálogo torna-se cada vez mais a última opção. Afinal, não seria papel do policial – civil ou militar – proteger a população e evitar a violência ao máximo?
A imagem desses que deveriam nos proteger, piora gradativamente.Tenho amigos que estão acostumados, se é que isso se faz possível, a levar batida policial, o motivo: são negros.
No Vale do Anhangabaú – centro de São Pulo – é fácil encontrar policiais “nos protegendo” na mesma calçada onde crianças e jovens cheiram cola. Na teoria, em situações como esta a cola deveria ser retirada da criança, e esta seria encaminhada ao Conselho Tutelar. Na prática, os meninos invisíveis para muitos que passam também o são para os policiais.
Ou seja, muitos deles possuem uma formação preconceituosa, evidenciando a lógica dos dois pesos e duas medidas.
Em um bairro nobre da cidade, se um menino bem vestido insultasse o policial, será que ele receberia, ao invés de uma advertência, um empurrão ou um tapa?
É algo para pensar...
No ano passado participei de uma manifestação pacífica por ocasião do assassinato de Thomas Schwarzenberg, do 3o semestre de Jornalismo do Mackenzie. Thomas foi morto covardemente, por um policial à paisana que disparou um único tiro na cabeça do estudante.
Eu ajudei a redigir alguns dos tantos cartazes que levamos naquele dia. Uma amiga sugeriu que escrevêssemos uma frase que estava grafitada em um muro da Rua Consolação, próxima à Universidade. A frase resurgiu em minha mente ao ler a matéria da Folha citada acima.“ Quem policia a polícia?”
A notícia saiu na Folha de São Paulo do dia 18/03/2006 com o subtítulo “abuso de poder”.O menino, em situação de rua, foi derrubado pelo PM no chão e teve sua cabeça forçada no asfalto por repetidas vezes. O policial justificou o ato da seguinte forma: "Não vou admitir, sou pai de família, ele me xingou de tudo quanto é nome". Ele ainda ameaçou dar voz de prisão para pessoas que tentaram interceder pela criança.
Tendo sido insultado ou não, o policial mostra com essa atitude que o diálogo torna-se cada vez mais a última opção. Afinal, não seria papel do policial – civil ou militar – proteger a população e evitar a violência ao máximo?
A imagem desses que deveriam nos proteger, piora gradativamente.Tenho amigos que estão acostumados, se é que isso se faz possível, a levar batida policial, o motivo: são negros.
No Vale do Anhangabaú – centro de São Pulo – é fácil encontrar policiais “nos protegendo” na mesma calçada onde crianças e jovens cheiram cola. Na teoria, em situações como esta a cola deveria ser retirada da criança, e esta seria encaminhada ao Conselho Tutelar. Na prática, os meninos invisíveis para muitos que passam também o são para os policiais.
Ou seja, muitos deles possuem uma formação preconceituosa, evidenciando a lógica dos dois pesos e duas medidas.
Em um bairro nobre da cidade, se um menino bem vestido insultasse o policial, será que ele receberia, ao invés de uma advertência, um empurrão ou um tapa?
É algo para pensar...
No ano passado participei de uma manifestação pacífica por ocasião do assassinato de Thomas Schwarzenberg, do 3o semestre de Jornalismo do Mackenzie. Thomas foi morto covardemente, por um policial à paisana que disparou um único tiro na cabeça do estudante.
Eu ajudei a redigir alguns dos tantos cartazes que levamos naquele dia. Uma amiga sugeriu que escrevêssemos uma frase que estava grafitada em um muro da Rua Consolação, próxima à Universidade. A frase resurgiu em minha mente ao ler a matéria da Folha citada acima.“ Quem policia a polícia?”